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November 07 O Samuel na escolinha!
Continuamos em processo de adaptação à nova escolinha, mas já temos sinais muito positivos! Hoje quando o fomos buscar à hora de almoço já não correu para nós como se o viessemos salvar! As novas aventuras e brincadeiras na escola estão a ser cada vez mais um incentivo. Este Sol de Novembro também está a ajudar sem dúvida, permitindo as brincadeiras no amplo jardim e parque de diversões do colégio! As actividades também são giras e cada vez mais ele vai querendo participar! Parabéns Samuel és um menino grande e a ida para a escolinha agora vai-te permitir crescer melhor e aprender a viver numa realidade que vai ser a tua durante pelo menos os próximos 16 aninhos - a escola! November 06 Hoje foi o segundo dia na escolinha do Sam!... e no segundo dia foi mais complicado ficar na "minha escola" como o Samuel já lhe chama, do no primeiro dia (ontem). Hoje chorou e chorou, e nem com chucha se calava... mas lá ficou e o choro há-de passar.... Afinal aquilo sempre tem coisas giras e um parque enorme com escorregas e casinhas e brinquedos muito fixes!Lidar com a violênciaA forma como lidamos com a violência, em especial a que nos é dirigida é, quanto a mim, o melhor indicador do quanto crescemos como pessoas. Resolver rapida, eficaz e de uma forma justa uma situação de violência é uma habilidade essencial numa sociedade onde por vezes ela é tão constante.
escrito às 18:59 A importância de questionar! "Tende confiança não no mestre, mas no ensinamento.Tende confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras. Tende confiança não na teoria, mas na experiência. Não acrediteis em algo simplesmente porque vós ouvistes. Não acrediteis nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração. Não acrediteis em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos. Não acrediteis em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não acrediteis no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou. Não acrediteis em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos. Mas após contemplação e reflexão, quando vos aperceberdes que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então aceitai-o e fazei disto a base de vossa vida." Gautama Buddha - Kalama Sutra Este é um dos textos mais impressionantes do Budismo, digo que é impressionante pois não é muito comum que um mestre, profeta ou sábio venha dizer abertamente: "não acreditem nisto simplesmente porque sou eu quem o diz, ou até mesmo porque há muitos que também concordam comigo!" No fundo o que está por detrás disto é a demanda da verdade. E se a verdade é apenas percepção (a nossa) então faz mais sentido que nos ocupemos a questionarmo-nos sobre o que é a nossa percepção. Para através da reflexão acharmos algo que nos faça sentido interiomente apesar de ser ou não a doutrina de muitos ou de alguns de monta. Daí que tenham ao longo dos tempos sido tão perniciosos os auto-proclamados arautos da verdade, da religão, da política e da justiça. Que nos indicam algo como sendo intrinsecamente bom sem que nos darem sequer a possibilidade, liberdade e por vezes até o conhecimento necessário para questionarmos os seus postulados. Exemplos disso há muitos, uns mais subtis que outros. É tão difícil hoje em dia escapar às influências externas, aos pré-conceitos que desde tenra infância nos são incutidos, mas o ser difícil não o torna menos essencial para que consigamos perceber o que realmente importante para nós. Com que objectivo respiramos, caminhamos e trabalhamos neste mundo. E para isso é preciso que percamos toda a bagagem que vimos trazendo atrás deste crianças, e isso é na prática impossível. Assim sendo, não podendo escapar-lhes, o melhor que temos a fazer é questionar incessantemente essas influências, questionar incessantemente os nossos motivos, pois eles são tantas vezes resultantes delas. "A vida sem reflexão não merece ser vivida." dizia Sócrates, não merece, nem é verdadeiramente vivida, digo eu! Porque afinal se não pensarmos por nós próprios estaremos apenas a viver por procuração, a viver a nossa vida pelas reflexões que outros tiveram, ou afirmaram ter tido por nós. Por tudo isto adoro insistência com que o meu filho me questiona todas as afirmações e ordens, como todas as crianças em geral o fazem tão bem nesta idade. Tenho sempre a sensação de que está entre o hedonismo e a irreverência e a interiorização daquilo que do que eu lhe digo que lhe interessa verdadeiramente acatar por saber que é bom para ele, por conseguir finalmente fazer algum sentido para ele o que lhe tenho ensinado. É complicado, eu sei, gerir toda esta aparente vontade de contrariar tudo e todos, e que são mais as vezes em que ele não encontra o sentido e simplemente toma uma atitude porque lhe apetece, sem pensar nisso. Mas o que eu acho verdadeiramente gratificante são as vezes em que ele o faz por ter chegado a uma conclusão, gratificantes por serem tão raras! Mas acho que é importante as crianças sentirem que nos podem questionar e contrariar. É agora que começam a afirmar-se como individuos e se lhes negamos todas as oportunidades de o fazer ou se revoltam ou, por medo ou perguiça, aceitam sem questionar tudo o que lhes dizemos. Nenhum destes casos é o ideal. O que gosto de ver acontecer no meu filho é a sua verdade a vir ao de cima, ainda que por breves momentos. A expressão nos seus olhos quando se apercebe por exemplo que consegue magoar a irmã e chatear-me a mim de uma assentada só, mas chega também à conclusão que faz muito mais sentido não o fazer e volta atrás, mesmo que não peça desculpa. Adoro as poucas vezes que o vejo parar antes de começar a portar-se mal, ou pouco depois de o ter feito. Há tantas perguntas naquela cabecita loura, tantas a que eu não posso sequer responder, porque a resposta tem de vir de lá, o díficil é lembrar-me que para que ele a encontre terá por vezes de fazer algo que não devia e sofrer as consequências que daí vierem. August 14 Relato sumarizado das nossas primeiras férias a 4!
Fomos a Miranda do Corvo, onde ficámos na Estalagem Quinta do Viso, que recomendo vivamente. A Vila é lindíssima, e fica bem perto de Conímbriga, Condeixa e Coimbra onde pudemos visitar o "Putugal dos Macaninos" Samuel dixit! Depois dos passeios, das chanfanas (estufado de carne de cabra, nham nham!) e de banhocas na piscina onde o Samuel finalmente se habituou a estar sem receios e onde já começa a dar aos pézitos bem agarrado ainda, é claro, a mim ou ao pai. Segue-se um pequeno àparte demonstrativo da esperteza do petiz: Desde há algum tempo que a avó (que fica com ele durante o dia) lhe anda a dizer, não sem alguma verdade, que tem de deixar a chucha porque esta, passo a citar "faz borbulhas". Durante o nosso pequeno almoço no segundo dia na estalagem o Samuel retirava cuidadosamente o "filambe" do pão onde o pai o tinha colocado em conjunto com uma fatia de queijo e comia o dito fiambre, deixando o pão e o queijo no prato. Intrepelado sobre este facto o xisbunhirgo responde de peito cheio que não pretende comer o pão porque e passo a citar (agora o petiz, não a avó) "o pão faz borbulhas!". Pasmei e entre risos ainda tentei contra-argumentar que o pão não lhe iria provocar qualquer tipo de reacção cutânea, muito menos as temidas borbulhas, mas disso é claro estáva o malandro bem ciente, o que o não impediu de tentar convencer-me do contrário repetindo insistentemente que o "pão faz borbulhas!". No caminho de volta ainda deu para passarmos por São Pedro de Moel para ver o mar e a praia. Chegádos a casa, aprontámos novamente as toalhas e apetrechos de praia e raptámos a avó Lina para uma rapidinha até à Lagoa de Santo André. No dia seguinte, e porque a praia se impunha novamente fomos para a linda serra da Arrábida. Para a praia de Galapos que embora seja muito porreira e me traga excelentes recordações de quando era míuda, é um sítio complicado para se ir com bebés de cólo. Infelizmente caí e fiz do-dói ao tentar encontrar um caminho (estupida e desnecessariamente, porque existem umas escadas bem mais faceis de transitar) pelo matagal da falésia para a praia. Ainda fomos à praia, descendo as bemditas escadas, mesmo com os meus joelhos esfolados, que eu não sou moça de desistir ao primeiro ou segundo contra-tempo, mas isto ficou feio e lamento informar que, pelo menos no meu futuro mais imediato não constam agendamentos de novas idas até à praia. ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Vejam no flickr as restantes fotos das fabulosas férias de 2007, as nossas primeiras férias a 4! |
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